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28 fevereiro, 2015

Sobre ela.

Hoje Norah me chamou, pelo nome, pra pega-la da banheira. E no meio tempo entre o computador e o banheiro uma ano e alguns meses passaram rapidamente pela minha cabeca.
Aquele bebezinho que eu pari no chao do meu quarto já me chama pelo nome.
O tempo arrasta tudo, mesmo.
Vai levando o que a gente quer e o que a gente nao quer.
Nossa menina cresce e nos tranforma. Criamos juntos, divindo o sono na mesma cama todas as noites, um organismo família que funciona cada dia um pouquinho melhor.
Maksim mostra a ela o mundo externo.
E eu o interno.
Nós duas aprendemos russo e ele aprende portugues. Mas, além de tudo, aprendemos que nenhuma língua é tao importante quanto o sentir.
Ela chama todos os animais de quatra patas de Merlin, canta bate bate e se atreve com algumas palavras, pela metade.
Seguimos juntos: Masculino e feminino, tentando encontrar o equilibrio. Sem papéis pré estabelecidos, sem cobrancas, sem normas. Mas com amor e muita vontade de fazer o nosso organismo nao perder a sintonia.

Colocamos nosso bichinho dentro de uma bolha, como muitos dizem. Ainda nao sei se é certo ou errado. É apenas como é.
Norah nunca sofreu nenhum tipo de intervencao (nem mesmo o teste do pézinho). Nunca abaixamos febre (mesmo com febrao de 40 graus), demos remédio ou algum tipo de vacina. Evitamos tudo que é demais.

Vamos indo. Dia após dia fazendo revolucao, primeiro, dentro de casa.
E essa é a foto que define bem esses 16 meses de paixao.
Ela usando minhas calcinhas como colares.






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