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03 novembro, 2016

categórica. I am becoming a sayer. Quase escrevi becoming com dois ms.
O alemao, as consoantes, a arte. Nao que eu sou artista, por favor. Mas se a gente é composto daquilo que a gente ve e se ocupa, entao eu sou.
Confeiteira eu poderia ser também, mas é pouco abstrato. Muito estável e sem ocilacoes. Fato é que a gente vai, faz aqui, de lá. Conversa sobre a tal da arte, que merda.
Antes da exposicao nao. Só depois. Mas ai tem a cena que nao curte exposicao, acho massa. Acho leve, democrático, livre. Mas nao acho revolucionario.
De tempo e tempo lembro de todos os filmes que eu tenho que revelar e depois passar as fotos pro computador e vai que tem uma foto revolucionaria lá.
Nao tem rapaz.
Ou penso em fazer de novo a prova pra universidade de artes livres.
Tenho um puta de um conceito.
Nao é revolucionario,
Nada mais é, cabo. Liquidez, pós modernidade, 30´s are the new 20´s. Nada muda nada.
tudo fica como está. Estado de inercia antes da explosao.
Ou preguica mórbida antes da vontade de correr.
Ou o silencio antes do ataque do colérico.
Definindo o que seja definivel. O mundo tá pra explodir, tudo existe, poe no google. Tá pronto "überflutung". Todos os buracos pros quais a chuva corre estao fechados. rio subiu, tá todo mundo morrendo. Nao que eu ache feio, acho lindo. Tá tudo muito louco, nunca achei que eu fosse ver isso. Imagina entao a avó do pai dos meus filhos, que foi conhecer plástico depois do quarenta. Agora ela tem noventa. FORAM OS CINQUENTA ANOS MAIS LOUCOS DO MUNDO.
E foi, tá sendo. Gratidao por estar aqui.
Lembro do dia no carro o assunto era a palestra, encontro, explicacao, aula, no boteco - do cara que entendia sobre a arte e identidade nacional. E esse cara dizia. Todos esses caras ai, que voces e eus estamos ligados: Da vinci, van gogh e toda a turma, Tudo farca. O pais, ainda mais de colonizador, precisa de identidade. Pega uns cara, bota nuns livro e diz que foi fera e o cara vira fera. Podia ser eu, ou o cara que pixa NEU em toda Düsseldorf.
Podia, nao foi, azar. Entao arte, tem que ser, só pode. estado de espirito. Elevacao, transitar entre dimensoes, sentir fisicamente toda essa porra que essa é coisa chamada espirito ou arte ou pira faz a gente sentir. Artista é o cara que humaniza esse estado ai. E TEM QUE HUMANIZAR O PROCESSO.
Isso ai é revolucionaio. Tem que dar forma, dividir, oferecer. Dar forma, nao tem como ter conceito e nem tecnica. É PROCESSO! Humanizou o processo, falou, deu um abraco, fumou um cigarro, sentiu.
é tudo e é o muito que eu tenho a dizer. O processo pode, sim, nao precisa, nao deve, tomar forma.
O processo tem que ser constante. Viajante, artista, ve a coisa toda - interpreta. Corre, dói, nao dá pra fugir. Dá depois uma tristeza, acha que tem que sofrer, porque é tudo muito bonito. Mas dói tudo demais na gente.
Mas artista nao vive de amor. Vive sim, vive, e morre todo dia, é ruim demais. Nao queria que virasse textinho tipo manifesto, imperativo, classificacao, justificacao. Mas nao pode meter arte junto com essa coisa chamada trabalho. "temqueganhardinheiro":
É que arte é torta. A gente tem que ganhar dinheiro porque o cara do mercado quer dinheiro de mim em troca do arroz, tá certo. Aqui nao vai pra cadeia se roubar arroz, mas nem se fosse, nao quero ter que roubar arroz. Mas essa é uma outra pira. Trabalho, mais valia, estruturar essa coisa ai que a gente ouve desde sempre e que a gente chama de arte, de acordo com o trabalho é uma falta de ética, respeito, vergonha, caráter.
Pensa duas vezes.Todo mundo trabalha demais, muito, tem que trabalhar menos. Mas até o cara que trabalha muito e está ficando louco, pirado, cansado e comeca a trabalhar menos ele chega em casa e ele para de ser aquilo que ele era no trabalho. O artista nao, ele é, todo tempo. Ainda mais em fase criativa, de processo, de estar ali na pira, vai fazer analise qualitativa e quantitativa do trabalho do artista. como?
Tem que esperar pra ver o que vai dar.





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