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12 julho, 2017



Ainda aquele silêncio dos dias que tive medo de ficar
Acordando às 5:17 todo dia
Era tudo tão azul e eu ainda lembro do cheiro daquela madeira no banheiro e da televisão
Estragada e de tudo que eu botei pra fora tomando meu café e o sol
E sem ter nada além de nós e daquele puta mundo gigante
Dentro
E fora
E eu estico meu braço por cima da cabeça deles e alcanço a mim e a nós e eu me prometo felicidade
Eterna
Ou talvez eu só posso mesmo  me prometer continuar viva e continuar indo a encontro daquele fatídico
Momento em que deu tudo errado e a gente começa do zero. Eu não queria mas sou um pouco dessa dor incurável que está acostumada - e muito bem obrigada, a preencher um monte de vazio
Com um monte de coisa inútil e o melhor de tudo isso é que eu eu estico tudo que tenho
O braço e tronco o pescoço em direção a qualquer coisa que você me disser que eu vou gostar
Eu virei mesmo tudo aquilo que estica o corpo e o tronco e pega no alto da árvore o resto
Do resto
Daquela esperança que a gente tem de não viver relações miseráveis.
Me lanço e desapareço naquele azul daquele dia
Que eu tive um medo
Mas eu jurei eu me jurei
Felicidade eterna


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